Elefanta mantida no parque Beto Carrero World será transferida para santuário em MT
Decisão definiu destino do animal após análise de alternativas entre santuário e zoológico.
A Justiça de Santa Catarina decidiu que uma elefanta que vive no parque Beto Carrero World, em Penha, no Litoral catarinense, deverá ser transferida para o Santuário de Elefantes Brasil, em Mato Grosso. A decisão foi tomada após uma disputa entre instituições que defendiam destinos diferentes para o animal.
Antes disso, o Tribunal de Justiça de Santa Catarina havia determinado que a elefanta permanecesse no parque até o julgamento final do caso, entendendo que não havia urgência na transferência naquele momento.
O principal debate do processo era definir qual ambiente ofereceria mais qualidade de vida para a elefanta, que vive há décadas sob os cuidados do parque. A entidade autora da ação e o santuário defenderam que o local em Mato Grosso oferece mais espaço, melhores condições de manejo e a possibilidade de convivência com outros elefantes. Já o Beto Carrero argumentou que a elefanta está adaptada ao ambiente atual, recebe cuidados especializados e enfrentaria riscos durante a mudança.
Durante o processo, foram analisados pareceres técnicos, estudos, relatórios ambientais e informações sobre o histórico do animal, além das condições de transporte e adaptação.
Na decisão, o juiz destacou que os animais são seres sencientes, ou seja, capazes de sentir emoções e sofrimento, e que o bem-estar deles deve ser avaliado com base em critérios científicos. Ele observou que tanto o parque quanto o santuário possuem estrutura adequada, mas trabalham com modelos diferentes de cuidado.
Após analisar as provas, o magistrado concluiu que o santuário oferece melhores condições para atender às necessidades da espécie, permitindo mais liberdade, contato com outros elefantes e uma adaptação gradual. Segundo a decisão, caso ocorram dificuldades na adaptação, o santuário também apresenta mais alternativas de manejo.
Com isso, a Justiça determinou que a transferência seja realizada em até 60 dias. O processo deverá contar com acompanhamento veterinário, realização de exames antes da viagem e monitoramento da elefanta após a chegada ao novo local, com relatórios apresentados a cada dois meses durante oito meses.
A decisão ainda prevê uma guarda compartilhada temporária até o início do transporte, autoriza o acesso das equipes técnicas ao recinto e determina que o parque contribua financeiramente, por um período, com os custos da adaptação da elefanta no santuário.
Por fim, o juiz ressaltou que a decisão não foi motivada por falhas ou irregularidades de nenhuma das instituições, mas pela avaliação de qual alternativa seria mais benéfica para o bem-estar do animal.
Por Estação News
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