Proposta que extingue reeleição para presidente começa a tramitar no Senado
Ao todo, 30 senadores assinaram o documento, que precisava de 27 apoios para começar a tramitar
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) obteve, nesta segunda-feira (2), as assinaturas necessárias para protocolar a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que propõe o fim da reeleição para presidente no Brasil. Ao todo, 30 senadores assinaram o documento, que precisava de 27 apoios para começar a tramitar.
O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro já havia mencionado a proposta na última quarta-feira (25), em entrevista coletiva ao lado de representantes de Santa Catarina, no mesmo dia em que o PL definiu os nomes que pretende apoiar ao Senado pelo Estado. “É um projeto de país”, afirmou.
De acordo com a Gazeta do Povo, a proposta que extingue a reeleição para presidente mantém a possibilidade de recondução para governadores e prefeitos.
O texto estabelece que “o Presidente da República e quem o houver sucedido ou substituído nos seis meses anteriores ao pleito é inelegível para o mesmo cargo no período subsequente”. Como justificativa, Flávio afirmou que a reeleição não constava no texto original da Constituição.
Ela teria sido introduzida por uma emenda promulgada durante o governo de Fernando Henrique Cardoso (PSDB).
Com a mudança, segundo ele, os presidentes passaram a atuar em um “ciclo permanente de campanha”.
“Ao eliminar a possibilidade de reeleição consecutiva para o Presidente da República, pretende-se fortalecer a independência decisória do governante, reduzir incentivos ao uso estratégico da máquina pública e reafirmar o compromisso republicano com a limitação temporal do poder político, em um movimento de volta à normalidade democrática”, argumentou.
Para 2026, Flávio foi anunciado pelo ex-presidente Bolsonaro como pré-candidato do Partido Liberal à Presidência da República.
Na última semana, afirmou que pretende fazer um gesto público em defesa da PEC e que a proposta não se trata de um projeto pessoal.
Quem assinou a PEC que extingue a reeleição para presidente
Flávio Bolsonaro (PL), Carlos Portinho (PL) e Bruno Bonetti (PL) pelo Rio de Janeiro;
Sergio Moro (União) e Oriovisto Guimarães (PSDB) pelo Paraná;
Damares Alves (Republicanos) e Izalci Lucas (PL) pelo Distrito Federal;
Mara Gabrilli (PSD) por São Paulo;
Magno Malta (PL) e Marcos do Val (Podemos) pelo Espírito Santo;
Cleitinho (Republicanos) por Minas Gerais;
Jorge Seif (PL) e Ivete da Silveira (MDB) por Santa Catarina;
Hamilton Mourão (Republicanos) pelo Rio Grande do Sul;
Wilder Morais (PL) por Goiás;
Wellington Fagundes (PL) e Margareth Buzetti (PP) por Mato Grosso;
Tereza Cristina (PP) por Mato Grosso do Sul;
Marcos Rogério (PL) e Jaime Bagattoli (PL) por Rondônia;
Eduardo Girão (Novo) pelo Ceará;
Mecias de Jesus (Republicanos) e Doutor Hiran (PP) por Roraima;
Ciro Nogueira (PP) pelo Piauí;
Styvenson Valentim (PSDB) e Rogério Marinho (PL) pelo Rio Grande do Norte;
Marcio Bittar (PL) pelo Acre;
Plínio Valério (PSDB) pelo Amazonas;
Eduardo Gomes (PL) pelo Tocantins;
Zequinha Marinho (Podemos) pelo Pará.
Foto: Freepik/ND Mais; Senado Federal/ND Mais
Yasmin Mior/ndmAIS
Florianópolis
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