Fraudes em licitações no Oeste são alvo de nova fase da Operação Fictus
Gaeco cumpriu mandados em Concórdia, Calmon e Brunópolis e apreendeu dinheiro, cheques e uma arma de fogo.
O Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) deflagrou na manhã desta quinta-feira, dia 28, a segunda fase da Operação Fictus, que investiga fraudes em processos licitatórios em municípios do Oeste catarinense. A ação ocorre em apoio à investigação conduzida pela 4ª Promotoria de Justiça da comarca de Concórdia.
Foram cumpridos cinco mandados de busca e apreensão expedidos pela Vara Regional de Garantias da comarca de Concórdia nos municípios de Concórdia, no Oeste catarinense, Calmon, no Meio-Oeste, e Brunópolis, na Serra. Durante a operação, os agentes apreenderam dinheiro em espécie, cheques e lavraram um auto de prisão em flagrante por posse ilegal de arma de fogo.
Segundo o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), as investigações apontam que os suspeitos atuavam de forma organizada para fraudar certames públicos por meio de direcionamento de licitações, conluio entre empresas e simulação de concorrência.
Conforme o Gaeco, o grupo utilizava empresas formalmente distintas, mas ligadas entre si, para ajustar previamente vencedores, divisão de itens e valores apresentados em licitações. O esquema também envolveria o uso de empresas “laranjas”, manipulação e falsificação de documentos, além da utilização de certidões vencidas, assinaturas de terceiros e emissão de orçamentos fictícios ou artificialmente elevados.
A operação busca aprofundar as investigações sobre a suposta rede criminosa e identificar outros envolvidos. Os materiais apreendidos serão encaminhados à Polícia Científica para realização de perícias.
A primeira fase da Operação Fictus foi deflagrada em junho de 2025, nas cidades de Concórdia e Arabutã.
O nome da operação faz referência ao termo em latim “Fictus”, que significa “falso” ou “simulado”, em alusão às supostas fraudes praticadas nos processos licitatórios investigados.
O Gaeco é uma força-tarefa coordenada pelo MPSC e composta por integrantes da Polícia Civil, Polícia Militar, Polícia Penal, Receita Estadual e Corpo de Bombeiros Militar.

Auto de prisão em flagrante foi lavrado por posse ilegal de arma de fogo (Foto: MPSC)

Dinheiro apreendido durante a operação (Foto: MPSC)
Por Redação Oeste Mais
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