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MP aciona Justiça após tutora dificultar acesso a apartamento com cerca de 400 gatos em Concórdia

Município relatou obstáculos para entrada das equipes técnicas no imóvel, onde animais vivem em situação considerada insalubre.

MP aciona Justiça após tutora dificultar acesso a apartamento com cerca de 400 gatos em Concórdia
MP aciona Justiça após tutora dificultar acesso a apartamento com cerca de 400 gatos em Concórdia (Foto: Reprodução)

O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) ajuizou uma ação de execução de obrigação de fazer com pedido de liminar de urgência para garantir o cumprimento de um termo de ajustamento de conduta (TAC) firmado com a tutora de cerca de 400 gatos mantidos em um apartamento de Concórdia, no Oeste catarinense. A medida foi adotada nesta quarta-feira, dia 27, após o município informar novas dificuldades de acesso ao imóvel.

Segundo o MPSC, um relatório recente da Diretoria de Proteção e Bem-Estar Animal apontou que a tutora estaria dificultando a entrada das equipes no apartamento. A conduta descumpre o acordo firmado em abril, que previa atendimento veterinário para todos os animais em até 30 dias e a retirada gradual dos felinos ao longo dos próximos meses.

Diante da situação, a 4ª Promotoria de Justiça de Concórdia requisitou a instauração de um inquérito policial ainda na tarde desta quarta-feira. A autoridade policial já confirmou o recebimento do pedido.

O Ministério Público também informou que solicitará à Justiça autorização imediata para ingresso das equipes técnicas do município e do Instituto Federal Catarinense (IFC) no imóvel, inclusive com possibilidade de entrada forçada e apoio policial, caso necessário. O objetivo é permitir ações urgentes de triagem, tratamento veterinário, castração e encaminhamento dos animais para adoção responsável.

O caso já vinha sendo acompanhado pelo Ministério Público desde a emissão de um relatório de inspeção sanitária que descreveu uma situação de “acúmulo excessivo de animais domésticos (felinos), em ambiente insalubre, sem a monitoração do tutor”.

Em abril, o Ministério Público e a Diretoria de Proteção e Bem-Estar Animal de Concórdia firmaram um TAC com a responsável pelos animais. O acordo prevê a remoção gradual de todos os gatos em até seis meses, atendimento veterinário, castração, microchipagem, tratamento de saúde e encaminhamento para adoção, além da proibição de novo acúmulo de animais no apartamento.

O trabalho conta com apoio de entidades de proteção animal, do IFC e de clínicas parceiras para realização de feiras e eventos de adoção.


Por Redação Oeste Mais

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