Fraude em licitação de segurança após ataque em creche de Blumenau vira alvo de megaoperação
Contrato de segurança em escolas após ataque à creche também está em investigação
O cartel entre servidores e empresários que movimentaram R$ 600 milhões em contratos públicos deu início a uma nova operação do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas) na manhã desta quinta-feira (7). O esquema agora inclui áreas de segurança patrimonial, limpeza urbana e serviços especializados entre os anos de 2021 e 2024.
O nome da operação, Sentinela, se dá por um motivo trágico: até mesmo o contrato emergencial de serviços de vigilância nas escolas após o ataque à creche Cantinho Bom Pastor está envolvido no crime organizado. Compartilhamento de informações sigilosas ajudou a empresa contratada a apresentar valor estratégico.

Foto Divulgação/NDMAIS
Operação Sentinela
O sofisticado esquema de corrupção direcionava as licitações para as empresas do cartel e depois devolvia valores pagos pela administração pública como propina. Para ocultar o crime, os investigados usavam notas fiscais falsas, depósitos bancários fracionados e laranjas.
Conforme indicam mensagens e documentos analisados, os valores eram posteriormente convertidos em dinheiro em espécie e, então, entregues fisicamente a agentes públicos e intermediários políticos.

Foto GAECO
Novos mandados de busca e apreensão foram expedidos pela 14ª Promotoria de Justiça de Blumenau nas casas e empresas dos envolvidos para recolher documentos, equipamentos eletrônicos, mídias e outras provas.
Posicionamento da prefeitura
Em nota, a prefeitura de Blumenau alegou que as duas operações realizadas pelo Gaeco nesta quinta-feira investigam contratos firmados pela gestão anterior, encerrada em 2024.
“A atual administração está à disposição das autoridades e colabora de forma transparente com as investigações, reafirmando seu compromisso com a legalidade, a transparência e a correta aplicação dos recursos públicos”.
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