"ICE de Floripa’? Prefeito de Florianópolis rebate comentário de deputado do PR: ‘Lacração’
Topázio Neto (PSD) respondeu o deputado estadual Renato Freitas (PT-PR) sobre vídeo que chama programa de agentes voluntários de segurança pública de "ICE de Floripa"
O prefeito de Florianópolis, Topázio Neto (PSD), rebateu publicamente nesta sexta-feira (27) críticas do deputado estadual Renato Freitas (PT-PR) sobre a atuação dos novos agentes voluntários da Capital.
O parlamentar paranaense divulgou um vídeo de uma abordagem a um homem em situação de rua, classificando o grupo como a “ICE de Floripa”, em alusão à agência de imigração dos Estados Unidos, a ICE (Immigration and Customs Enforcement), alvo de denúncias recentes por prisões violentas.
Topázio classificou a postura do deputado como “lacração” e afirmou que a oposição utiliza termos como “milícia” e “fascista” para descontextualizar o trabalho de ordem pública.
"O cidadão que paga imposto só quer paz e tranquilidade para caminhar na rua. Vamos continuar cuidando da cidade sem abrir mão da ordem”, declarou. O MPSC (Ministério Público de Santa Catarina) analisa o caso após denúncia de usurpação de função pública.

Abordagem de voluntários da segurança pública em Florianópolis é denunciada ao MPSC
Foto: Divulgação/ND Mais
De acordo com a denúncia enviada ao Ministério Público, os agentes estariam realizando abordagens ostensivas contra ambulantes e desabrigados, tarefa que deveria ser restrita a servidores de carreira. A prefeitura nega as irregularidades e reforça que os agentes atuam sob supervisão e dentro dos limites da Lei 11.498/2025.
Atuação dos voluntários de segurança pública
Os voluntários de segurança pública são cidadãos recrutados para prestar suporte operacional à GMF (Guarda Municipal de Florianópolis) e à Defesa Civil. Para integrar o grupo, é necessário ter mais de 18 anos, apresentar certidões negativas, exames toxicológicos e concluir um curso de formação

Voluntários de segurança pública começaram a atuar em dezembro em Florianópolis
Foto: Allan Carvalho/PMF
O modelo de remuneração é baseado no sistema de guarda-vidas do CBMSC (Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina), com diárias entre R$ 150 e R$ 250 para ressarcimento de despesas, sem configurar vínculo empregatício.
O ND Mais entrou em contato com a Prefeitura de Florianópolis para obter uma declaração sobre o caso, mas até o momento em que a reportagem foi publicada, não obteve resposta. O espaço segue aberto para manifestação.
Por Fernanda Zwirtes/NDMais
Florianópolis
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