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Uma das cenas mais marcantes já vistas no Tribunal do Júri de Indaial encerrou, nesta semana, um processo que atravessou mais de seis anos de dor.

Após a condenação do empresário Marco Antônio Pinseghe pelo atropelamento que tirou a vida do estudante Felipe Wassosniki dos Passos, de apenas 19 anos, a mãe do jovem fez o que ninguém esperava. Caminhou até o réu, abriu os braços e o abraçou diante de todos.

Uma das cenas mais marcantes já vistas no Tribunal do Júri de Indaial encerrou, nesta semana, um processo que atravessou mais de seis anos de dor.
Uma das cenas mais marcantes já vistas no Tribunal do Júri de Indaial encerrou, nesta semana, um processo que atravessou mais de seis anos de dor. (Foto: Reprodução)

No silêncio pesado do plenário, tomado por lágrimas e emoção, ela disse palavras que ecoaram como um ato profundo de humanidade:

“Eu quero que você fique em paz. Não quero que você fique se torturando. Siga seus filhos em paz, seus netos em paz.”

O gesto aconteceu logo após a leitura da sentença. O Conselho de Sentença decidiu, por maioria, afastar a tese de dolo eventual e desclassificar o crime para homicídio culposo e lesão corporal culposa, ambos qualificados pela influência de álcool. A pena foi fixada em 7 anos e 1 mês de reclusão, em regime semiaberto, além da suspensão do direito de dirigir por quatro meses e indenização de R$ 20 mil. O réu poderá recorrer em liberdade.

Felipe morreu na madrugada de 3 de fevereiro de 2019, na Ponte dos Arcos, em Indaial. Segundo o processo, o empresário conduzia uma caminhonete quando ocorreu o atropelamento. Ele se apresentou à polícia após o ocorrido.

Mas, mais do que a sentença, foi o abraço que marcou o fim desse capítulo.

Em meio a anos de sofrimento, audiências, debates jurídicos e lembranças que nunca se apagam, uma mãe transformou o plenário em um cenário de algo raro: perdão.

Não houve gritos. Não houve revolta.

Houve dor e, surpreendentemente, paz.

Informações: Jornal Razão

Diário da Informação

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