Ilha de calor em Florianópolis: como dinamarqueses pretendem esfriar rua que ‘ferve’ a 41°C
Proposta do escritório Gehl Architects traz possíveis soluções para reduzir temperaturas no Centro de Florianópolis; rua Francisco Tolentino, na região do Mercado Público, pode passar por mudanças
A redução das ilhas de calor no Centro de Florianópolis é um dos principais pontos do projeto desenvolvido pelo Gehl Architects, que visa transformar o cenário urbano da capital catarinense. O estudo utilizou uma pesquisa da UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina) como referência, que indica a possibilidade de a região chegar a temperaturas acima de 40°C.
Os locais com maiores temperaturas são, em geral, os mais movimentados por veículos, menos arborizados e com calçadas cimentadas. Um dos objetivos do projeto é que a cidade tenha maior foco nas pessoas.
"Temos as grandes diferenças de temperatura nas regiões mais pavimentadas e com menor incidência de arborização urbana. Os principais pontos são na região central, que foram incorporados no projeto do Gehl, mas também há na região continental”, explica Cibele Assmann, gerente de inovação da Secretaria de Planejamento, Habitação e Desenvolvimento Urbano de Florianópolis.
Entre as soluções discutidas, estão processos de desasfaltização ou despavimentação. Nesses casos, ocorre a substituição do asfalto por estruturas de maior permeabilidade e com outra cor, para que atraia menos calor e receba mais água.
“Você ter pavimentos permeáveis, canteiros com grama, fachadas e muros verdes, por exemplo, são ações que também ajudam nessa redução das ilhas de calor. São várias ações que podem ser feitas no município”, destaca Cibele.

Projeto prevê transformações no Centro de Florianópolis para reduzir ilhas de calorFoto: Divulgação/ND Mais
Projeto prevê transformações no Centro de Florianópolis para reduzir ilhas de calor
Foto: Divulgação/ND Mais
A redução das ilhas de calor no Centro de Florianópolis é um dos principais pontos do projeto desenvolvido pelo Gehl Architects, que visa transformar o cenário urbano da capital catarinense. O estudo utilizou uma pesquisa da UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina) como referência, que indica a possibilidade de a região chegar a temperaturas acima de 40°C.
Os locais com maiores temperaturas são, em geral, os mais movimentados por veículos, menos arborizados e com calçadas cimentadas. Um dos objetivos do projeto é que a cidade tenha maior foco nas pessoas.
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“Temos as grandes diferenças de temperatura nas regiões mais pavimentadas e com menor incidência de arborização urbana. Os principais pontos são na região central, que foram incorporados no projeto do Gehl, mas também há na região continental”, explica Cibele Assmann, gerente de inovação da Secretaria de Planejamento, Habitação e Desenvolvimento Urbano de Florianópolis.
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Entre as soluções discutidas, estão processos de desasfaltização ou despavimentação. Nesses casos, ocorre a substituição do asfalto por estruturas de maior permeabilidade e com outra cor, para que atraia menos calor e receba mais água.
“Você ter pavimentos permeáveis, canteiros com grama, fachadas e muros verdes, por exemplo, são ações que também ajudam nessa redução das ilhas de calor. São várias ações que podem ser feitas no município”, destaca Cibele.
Centro de Florianópolis é o principal foco das ilhas de calor
As localidades mais quentes, verificadas em 7 de janeiro de 2020 pelo estudo da UFSC, ocorrem no Continente e na região central de Florianópolis. As análises mostram, ainda, que as duas regiões com maior temperatura de superfície correspondem ao Terminal Rodoviário de Florianópolis e o IFSC (Instituto Federal de Santa Catarina).
As ilhas de calor representam as áreas do município em que a temperatura se mostra maior do que em locais mais afastados dos grandes centros urbanos, sendo diretamente influenciadas pelos tipos de superfície destas regiões.

Mapa da temperatura da superfície na região de Florianópolis
Foto: UFSC/Reprodução/ND
Já em relação às temperaturas mais frias, foram verificadas na região da Lagoa da Conceição, no Leste da Ilha, com 29°C, também em 7 de janeiro de 2020. Conforme o estudo, as ilhas podem ocorrer devido à diferença do tipo de superfícies das regiões.
As diferentes propriedades térmicas dos materiais usados na transformação da superfície das ilhas de calor influenciam diretamente no balanço de radiação daquele local. Isso faz com que a região tenha temperaturas de superfície mais altas comparadas aos locais adjacentes com maior cobertura vegetal.

Mapa da temperatura da superfície na região central de Florianópolis
Foto: UFSC/Reprodução/ND
O que prevê o projeto do escritório dinamarquês para Florianópolis
O trabalho do escritório dinamarquês teve investimento de R$ 1,2 milhão e foi financiado pela CDL (Câmara de Dirigentes Lojistas) Florianópolis e ACIF (Associação Empresarial de Florianópolis). De início, três pontos foram escolhidos: a região do Mercado Público, a rua e praça Esteves Júnior e a Beira-mar Norte.
O material “Floripa Centro: Repensando os espaços públicos para as pessoas” foi entregue ao prefeito Topázio Neto. A partir de agora, caberá ao município avaliar as diretrizes, desenvolver os projetos executivos e buscar recursos para viabilizar a implementação.

Proposta traz prioridade aos pedestres e maior atividade na região do Mercado Público - Divulgação/Gehl/ND Mais
As propostas apresentadas foram resultados de encontros entre a equipe da Gehl, o Laboratório de Urbanismo e Arquitetura e a Prefeitura de Florianópolis. As ações também envolveram entidades privadas e da sociedade civil, agentes públicos e outras instituições. Ao todo, as reuniões tiveram participação de 85 pessoas.
Na rua Francisco Tolentino, nas proximidades do Mercado Público, o projeto sugere a construção de uma praça, que envolveria grandes modificações na região. O camelódromo, por exemplo, poderia ser transferido para um novo espaço. A medida poderia auxiliar na redução das ilhas de calor.
Na Beira-Mar, principal avenida da cidade, o objetivo é melhorar a conexão com a orla e, futuramente, facilitar o acesso ao Parque Urbano e Marina, que já teve a implementação iniciada. Uma delas, mais ousada, prevê o rebaixamento da avenida e, por cima, a construção de uma praça.
Por : NDMais
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