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Golpe do Pix: ‘call center do crime’ é descoberto em chácara e 11 são presos

Grupo operava como call center do crime, com divisão de tarefas e uso de dados comprados na internet para enganar vítimas

Golpe do Pix: ‘call center do crime’ é descoberto em chácara e 11 são presos
Golpe do Pix: ‘call center do crime’ é descoberto em chácara e 11 são presos (Foto: Reprodução)

Uma chácara em Mairiporã, na Grande São Paulo, funcionava como uma espécie de “central do golpe” voltada a fraudes via Pix. O esquema foi desmontado pela Polícia Civil na tarde de quarta-feira (1º), com 11 pessoas presas em flagrante, todas com idades entre 20 e 35 anos.

A investigação levou os policiais até o imóvel após denúncias sobre a existência de um “call center do crime”. Ao chegar ao local, os agentes notaram movimentação suspeita e veículos estacionados na entrada da propriedade.

Durante a abordagem, segundo a polícia, um carro que chegava ao endereço ignorou a ordem de parada e tentou fugir. Um dos ocupantes acabou detido e confessou o uso da chácara para aplicação de golpes. Dentro da casa, outros dez suspeitos foram encontrados em plena atividade, usando computadores e celulares para enganar vítimas em tempo real.

Como funcionava a ‘central de golpe do Pix’

O grupo simulava compras indevidas para assustar as vítimas. Na sequência, elas eram levadas a ligar para uma falsa central de atendimento, onde eram convencidas a fazer transferências via Pix para supostamente “cancelar” a transação, dinheiro que, na prática, ia direto para contas controladas pela quadrilha.

Os criminosos também investiam na compra de dados pessoais: cerca de R$ 500 por mil registros. Em alguns casos, cruzavam essas informações com dados disponíveis publicamente para tornar a abordagem mais convincente.

No imóvel, foram apreendidos notebooks, celulares, acessórios eletrônicos e três veículos. Todo o material será periciado.

Os presos foram levados ao Setor de Investigações Gerais (SIG) de Franco da Rocha e devem responder por estelionato e associação criminosa. A polícia agora tenta identificar outros envolvidos no esquema.

Golpe do Pix: “Call centers” do crime se multiplicam

O caso de Mairiporã não é isolado. Nos últimos dias, outras operações semelhantes foram realizadas na Grande São Paulo, revelando um padrão cada vez mais comum: imóveis transformados em centrais estruturadas de golpes.

Em Ermelino Matarazzo, na zona leste da capital, 16 pessoas foram presas em um esquema que incluía o golpe do falso advogado. Já em Suzano, dez suspeitos foram detidos dois dias depois, usando a mesma estratégia para convencer vítimas de que tinham dinheiro a receber na Justiça.

Nas duas ações, a polícia apreendeu dezenas de celulares, cartões bancários, veículos e equipamentos usados para simular centrais de atendimento, um indício de que o crime vem se profissionalizando e operando em larga escala.

Ana Paula Bittencourt/NDMais

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