cover
Tocando Agora:

'Não houve vazamento’, revela delegado sobre golpe contra Havan que levou meio milhão em 24h

Dois homens foram presos no Paraná, em uma ação conjunta com o CyberGaeco de São Paulo

'Não houve vazamento’, revela delegado sobre golpe contra Havan que levou meio milhão em 24h
'Não houve vazamento’, revela delegado sobre golpe contra Havan que levou meio milhão em 24h (Foto: Reprodução)

Dois homens foram presos e novas informações foram divulgadas sobre o esquema de fraudes e lavagem de dinheiro envolvendo o nome da Havan. Segundo apuração da reportagem do ND Mais, não houve vazamento de dados de clientes da loja.

Embora alguns veículos tenham noticiado um suposto vazamento de dados e que os criminosos teriam entrado em contato com clientes devedores, o delegado Leonardo Silva, titular da Delegacia de Defraudações, negou a informação

De acordo com ele, não houve contato com devedores. Os investigados abriram uma conta bancária utilizando o CNPJ da Havan, que foi usada para receber valores provenientes de outros golpes.

Os dois homens presos são do Paraná e foram detidos uma semana antes, em uma investigação do CyberGaeco de São Paulo. A partir disso, houve troca de informações entre as equipes para o aprofundamento das investigações.


Golpe com nome da Havan movimenta R$ 576 mil em 24h

Segundo a Polícia Civil, a investigação teve início após a identificação da abertura de uma suposta conta bancária fraudulenta em nome da empresa catarinense, junto a uma plataforma de pagamentos, sem autorização dos representantes legais. Para isso, foram utilizados dados empresariais da Havan de forma indevida

De acordo com as apurações, no dia 14 de agosto de 2025, a conta teria recebido aproximadamente R$ 576 mil em apenas 24 horas. Os valores seriam provenientes de vítimas de golpes aplicados em diversos estados do país. Na sequência, o dinheiro foi rapidamente transferido para contas vinculadas ao grupo investigado e distribuído em várias operações, dificultando o rastreamento.

Os investigados abriram uma conta bancária utilizando o CNPJ da Havan, que foi usada para receber valores provenientes de outros golpes

Foto: Divulgação/Havan/ND Mais


A análise financeira aponta que os suspeitos utilizavam uma série de estratégias para ocultar a origem dos recursos, como a fragmentação dos valores, transferências sucessivas entre contas de terceiros, repasses imediatos de quantias idênticas e o uso de empresas para dissimular a origem do dinheiro.

Até o momento, sete pessoas foram identificadas como diretamente envolvidas na movimentação e ocultação dos valores. Segundo a investigação, o grupo estaria atuando de forma estruturada, com o objetivo de obter vantagem financeira e inserir os recursos no sistema formal.

Por: Katriani dos Santos/NDMais

Comentários (0)