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Caso Sex Night: PM e segurança envolvidos em morte de empresário vão a júri em Florianópolis

Thiago Kich de Melo foi morto após briga generalizada na casa noturna no Centro de Florianópolis; vítima foi baleada por policial militar de folga e pisoteada por segurança do local

Caso Sex Night: PM e segurança envolvidos em morte de empresário vão a júri em Florianópolis
Caso Sex Night: PM e segurança envolvidos em morte de empresário vão a júri em Florianópolis (Foto: Reprodução)

O júri popular sobre o homicídio do empresário Thiago Kich de Melo, de 28 anos, que ocorreu na boate Sex Night, em Florianópolis, foi marcado para 2 de junho, às 9h. O crime aconteceu no dia 8 de outubro de 2024.

Os acusados são o policial militar Rafael Azevedo de Souza, autor do disparo que resultou na morte do empresário, e o segurança do local, Gean Carlos dos Santos, que, em imagens gravadas pela câmera da boate, aparece pisoteando a cabeça da vítima.

As primeiras audiências sobre o caso foram realizadas em janeiro de 2025. Na ocasião, foram ouvidas as testemunhas de defesa e de acusação, bem como os réus.

A defesa do PM, representada pelos advogados Victor da Costa Malheiros, Osvaldo Duncke e Matheus Menna, declarou que vai se manifestar apenas nos autos do processo.

A defesa do segurança, representada pelo advogado Marcos Paulo Poeta dos Santos, não retornou o contato da reportagem. O espaço segue aberto.

Rafael Azevedo de Souza e Gean Carlos dos Santos, policial e segurança envolvidos na morte de Thiago Kich de Melo, foram denunciados pelo Ministério Público de SC

Foto: Reprodução/ND Mais

Relembre o caso de homicídio na boate Sex Night

A morte do empresário Thiago Kich de Melo ocorreu após desentendimento com o segurança da boate, Gean Carlos dos Santos, no dia 8 de outubro. Segundo relatos nos autos do processo, a vítima e seus amigos discutiram sobre o valor da conta e Santos teria desferido uma cotovelada em um dos amigos.

A partir daí, iniciou-se uma luta corporal, que envolveu o policial militar Rafael Azevedo de Souza, que estava fora de serviço e fazia “bico” como segurança armado no local. O policial sacou sua arma e atirou à queima-roupa no peito da vítima, que caiu no chão. Em seguida, Santos chutou a cabeça do homem já caído.

O  titular da 37ª PJ da Capital, promotor de Justiça Jonnathan Augustus Kuhnen, alegou na época que o policial militar utilizou recurso que dificultou a defesa da vítima, além de ter colocado em risco a vida das pessoas que estavam no local.

Poucos meses após o ocorrido, a boate foi fechada e demolida. O estabelecimento ficava localizado na avenida Mauro Ramos, no Centro.

A denúncia, apresentada pela 37ª Promotoria de Justiça de Florianópolis, acusa o segurança e o policial de uso excessivo de violência e de dificultarem a defesa da vítima.

Kauê Alberguini/NDMais




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