Veja o que falta para a entrega definitiva do navio de guerra construído em SC à Marinha
Fragata Tamandaré devrá passar por uma série de avaliações técnicas e operacionais antes da aceitação definitiva
A Fragata Tamandaré (F200), navio de guerra da Marinha do Brasil construído em Itajaí, Litoral Norte de Santa Catarina, entrou em uma nova etapa do processo que antecede sua incorporação definitiva à frota naval. No dia 6 de março, foi assinado no Rio de Janeiro o Termo de Aceitação e Recebimento Provisório da embarcação.
O documento, assinado na sede da Empresa Gerencial de Projetos Navais (Engepron), formaliza a transferência inicial do navio para a força militar após a conclusão da fase de construção, integração de sistemas e testes de mar.
O que falta até a entrega definitiva da Fragata Tamandaré?
Apesar da assinatura do termo provisório, o processo de aceitação do navio ainda não está concluído. O último marco contratual será a assinatura do Termo de Aceitação e Recebimento Definitivo da fragata, prevista para ocorrer aproximadamente um ano após a assinatura do termo provisório.
Neste período, a fragata passará por novas avaliações técnicas e operacionais. Estão previstos testes adicionais no mar, validações completas das capacidades do navio e análises detalhadas do desempenho dos sistemas embarcados.
Com a assinatura do termo provisório, também começa a vigorar o período contratual de garantia dos principais sistemas e equipamentos da plataforma.
Fragata sai ao mar pela última vez antes da entrega
Antes dessa etapa, a fragata realizou sua última saída para testes de mar sob responsabilidade da Águas Azuis, consórcio responsável pela construção do navio.
Foram feitas atividades do Plano de Adestramento no Mar, quando a tripulação da Marinha operou a embarcação em condições reais para consolidar treinamentos, procedimentos e ampliar a familiarização com os sistemas embarcados.
Fragata Tamandaré integra programa estratégico
Construída pelo estaleiro Thyssenkrupp Brasil, a Fragata Tamandaré marca o início de uma nova geração de navios de escolta da Marinha brasileira. A embarcação é a primeira unidade do Programa Fragatas Classe Tamandaré, que prevê a construção nacional de quatro fragatas com alta complexidade tecnológica.
Além da F200, também estão previstas a Fragata Jerônimo de Albuquerque (F201), a Fragata Cunha Moreira (F202) e a Fragata Mariz e Barros (F203).
O contrato do programa foi firmado em março de 2020 e integra o Novo PAC, além da política industrial Nova Indústria Brasil, voltada ao desenvolvimento de tecnologias estratégicas para a soberania e defesa nacional.

Fragata Tamandaré integra programa estratégico da Marinha do Brasil
Foto: Agência Marinha
Navios de guerra são multipropósito
As fragatas da classe Tamandaré são embarcações multipropósito, projetadas para atuar em cenários de guerra de superfície, defesa antiaérea e operações antissubmarino, com elevada capacidade de combate e interoperabilidade.
Além da relevância estratégica, o programa também impulsiona o setor industrial. Cerca de duas mil empresas brasileiras participam da cadeia produtiva do projeto. Ao longo do desenvolvimento, engenheiros brasileiros passaram por um amplo processo de capacitação e transferência de tecnologia.
O programa utiliza ferramentas avançadas, como gêmeos digitais, que permitem simulações de montagem e integração dos sistemas das embarcações.
NDMAIS
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