Laudo do IML aponta detalhes do disparo que matou soldado da PM em São Paulo
A morte da soldado da Polícia Militar Gisele Alves Santana, de 32 anos, ganhou novos desdobramentos após a divulgação do laudo do Instituto Médico-Legal (IML), que detalha a trajetória do disparo que atingiu a policial.
De acordo com a perícia, o tiro percorreu a cabeça da vítima em um trajeto inclinado de baixo para cima. O projétil entrou pelo lado direito da cabeça, próximo à têmpora, e atravessou o crânio, causando uma extensa lesão na parte superior esquerda.
A policial morreu no dia 18 de fevereiro deste ano, no apartamento onde morava com o marido, o tenente-coronel da PM Geraldo Leite Rosa Neto, localizado na região do Brás, no centro de São Paulo. Inicialmente, o caso foi registrado como suicídio, mas posteriormente passou a ser investigado como morte suspeita, ampliando as apurações.
Segundo o laudo necroscópico, o projétil entrou pela lateral direita da cabeça e seguiu um caminho ascendente dentro do crânio, provocando uma lesão de saída na região frontal superior do lado esquerdo, com fratura extensa do osso e grande destruição do tecido cerebral. O exame concluiu que a causa da morte foi traumatismo cranioencefálico grave provocado por disparo de arma de fogo.

Os peritos também indicaram que o disparo foi realizado com a arma encostada na cabeça da vítima. Essa conclusão foi baseada na presença de fuligem e nos efeitos dos gases da explosão da pólvora nos tecidos.
Além do ferimento causado pelo tiro, o laudo identificou lesões no rosto e no pescoço da policial compatíveis com pressão exercida por dedos e unha. Na medicina legal, essas marcas são conhecidas como “estigmas digitais”.
De acordo com o documento, foram encontradas quatro marcas arredondadas na região da mandíbula e do pescoço, compatíveis com pressão de dedos, além de uma lesão superficial em formato de meia-lua, típica de marca de unha.
Em exame complementar, os peritos reforçaram que as lesões observadas na face e no pescoço são contundentes e compatíveis com compressão manual, o que pode indicar que houve contato físico antes do disparo. O caso segue sob investigação.
Fonte: Metrópoles.
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